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Temperaturas baixas fazem a gordura endurecer rapidamente nas tubulações, criando bloqueios próximos às residências e aumentando o risco de refluxo nas casas
Muita gente sabe que jogar óleo de cozinha na pia causa inúmeros problemas para o meio ambiente e para a rede de esgoto. O que pouca gente sabe é que, no inverno, esse hábito pode causar problemas muito mais rapidamente. Com as baixas temperaturas, o óleo endurece quase imediatamente ao entrar na tubulação, formando placas de gordura próximas às residências e aumentando consideravelmente o risco de retorno de esgoto para pias, ralos e vasos sanitários.
Segundo Elaine Chagas Silva Moreira, Coordenadora da Central de Controle de Operações da Ambiental Paraná, empresa responsável pela gestão do esgotamento sanitário de 52 municípios paranaenses em Parceria Público-Privada com a Sanepar, o frio acelera a formação dessas placas de gordura. Elas aderem às paredes das tubulações e se misturam com restos de alimentos e fios de cabelo, criando grandes bloqueios que dificultam ou até impedem a passagem do esgoto.
Pode jogar azeite de oliva na pia?
Não. De acordo com a coordenadora, azeite de oliva, óleos de girassol, milho e canola, além de gorduras de origem animal, como banha e manteiga, apresentam o mesmo problema quando descartados na pia.
“Independentemente da origem, todos esses produtos possuem composição lipídica e, ao entrarem em contato com as tubulações, sofrem o mesmo processo de solidificação, favorecendo a formação de bloqueios na rede”, afirma.
Além dos transtornos para a população, o descarte irregular também dificulta o tratamento do esgoto em todas as estações do ano. Nos locais de tratamento, a gordura forma uma camada sobre a água que reduz a oxigenação necessária para o processo biológico. Como consequência, há aumento do consumo de energia elétrica, maior necessidade de insumos químicos e mais ações de manutenção para manter o sistema funcionando adequadamente.
A Ambiental Paraná reforça que qualquer quantidade de óleo descartada de forma irregular pode causar danos. O problema acontece de forma cumulativa: pequenas quantidades descartadas diariamente acabam se acumulando e formando grandes obstruções ao longo do tempo. Por isso, o óleo de cozinha não deve ser descartado, em nenhuma hipótese, na pia, no ralo ou no vaso sanitário.
Como descartar corretamente
Após o uso, o óleo de cozinha, azeite de oliva e gorduras de origem animal, devem ser armazenados em garrafas PET ou outros recipientes fechados e encaminhados para pontos de coleta ou programas de reciclagem. Além de evitar entupimentos e o retorno de esgoto, a destinação correta permite que o resíduo seja transformado em novos produtos, como sabão e biodiesel, contribuindo também para a preservação do meio ambiente.
Sobre Ambiental Paraná
A Ambiental Paraná é uma empresa da Aegea Saneamento, líder no setor privado de saneamento básico no Brasil, e responsável, desde janeiro de 2024, pela operação dos serviços de coleta e tratamento de esgoto, incluindo as atividades de execução de obras, operação, manutenção, ampliações, melhorias e implantações em 52 cidades do estado, por meio da Parceria Público Privada com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Ela é responsável pelo atendimento de 16 municípios da região Centro-Litoral do Paraná e por outros 36 municípios da região Centro-Leste. Ao lado da Sanepar, a Ambiental Paraná atuará promovendo o acesso à coleta e tratamento de esgoto de 90% da população das duas regiões, beneficiando mais de 800 mil pessoas até 2033.
Os municípios atendidos na região Centro-Litoral são: Adrianópolis, Almirante Tamandaré, Bocaiúva do Sul, Campo do Tenente, Campo Largo, Cerro Azul, Contenda, Fazenda Rio Grande, Guaratuba, Mandirituba, Morretes, Tijucas do Sul, Piên, Quitandinha, Rio Negro. Os municípios atendidos na região Centro-Leste são: Arapuã, Ariranha do Ivaí, Borrazópolis, Cafeara, Campina do Simão, Congonhinhas, Cruzmaltina, Cruz Machado, Espigão Alto do Iguaçu, Fernandes Pinheiros, Foz do Jordão, General Carneiro, Goioxim, Grandes Rios, Guaraci, Ibaiti, Itaguajé, Jaboti, Jardim Alegre, Lupianópolis, Marquinho, Nova Tebas, Palmital, Pinhalão, Pinhão, Pitanga, Porto Vitória, Rancho Alegre, Ribeirão do Pinhal, Rio Branco do Ivaí, Sabáudia, Santa Amélia, Santa Maria do Oeste, São Pedro do Ivaí, Teixeira Soares e Turvo.
